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Mundo

A disputa por regras globais para a inteligência artificial

Governos discutem como regular uma tecnologia que avança sobre trabalho, eleições e segurança.

A inteligência artificial já é usada em atendimento, seleção de candidatos, publicidade, educação, segurança e produção de conteúdo. Em Genebra, o secretário-geral da ONU defendeu regras harmonizadas para reduzir riscos, especialmente para crianças. A preocupação é que sistemas capazes de influenciar eleições e o trabalho sejam implantados mais rápido do que governos e sociedade conseguem avaliá-los.

Uma regra internacional enfrenta interesses divergentes. Países querem inovação e produtividade, empresas pedem previsibilidade e organizações civis cobram limites para vigilância, discriminação e uso militar. O ponto comum deveria ser a responsabilização: quando um sistema erra, alguém precisa explicar a decisão, corrigir o dano e oferecer revisão humana. Dizer que o algoritmo decidiu não pode encerrar o debate.

Para crianças, a proteção envolve privacidade, conteúdo, publicidade e dependência. Também envolve impedir que ferramentas produzam material abusivo ou ofereçam respostas perigosas em momentos de sofrimento. A discussão não precisa escolher entre tecnologia e proibição. O desafio é definir usos aceitáveis, usos de alto risco e práticas que devem ser impedidas antes de causar dano.

Fonte: Agência Brasil.

FOTO: REUTERS/AGÊNCIA BRASIL

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