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Especial

Ventos extremos e cidades vulneráveis: o que a prevenção precisa fazer antes da emergência

Eventos climáticos expõem falhas de infraestrutura, alertas e planejamento urbano.

Ventos fortes costumam ser tratados como episódios inesperados, mas seus danos revelam vulnerabilidades conhecidas. Árvores sem manutenção, redes elétricas frágeis, ocupações em áreas de risco e ausência de rotas de fuga aumentam a exposição antes que a previsão meteorológica seja divulgada. Reportagem da Agência Brasil sobre ocorrências no Rio, em São Paulo e no Rio Grande do Sul mostra essa combinação.

A prevenção começa com informação. Moradores precisam saber quais canais emitem alertas, onde buscar abrigo e como agir durante uma queda de energia ou uma inundação. A comunicação deve alcançar pessoas sem internet, idosos, pessoas com deficiência e comunidades distantes. Também é necessário treinar escolas, unidades de saúde, empresas de energia, Defesa Civil e associações comunitárias.

Adaptação climática não é uma obra isolada. É orçamento, manutenção, fiscalização, simulado e avaliação. Depois da tempestade, contabilizar perdas é importante, mas antes dela é obrigação saber quem está mais exposto. A crise climática agrava desigualdades antigas, e uma cidade preparada é aquela que reduz o risco para quem tem menos recursos para se proteger.

Fonte: Agência Brasil.

FOTO: AGÊNCIA BRASIL

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